Napo representa um funcionário de qualquer indústria ou setor de atividade. Encontra-se, muitas vezes, exposto a perigos comuns e situações de risco no local de trabalho. No entanto, participa ativamente na identificação de riscos e fornece soluções concretas.

Napo tornou-se hoje o principal embaixador das Campanhas «Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis» da EU-OSHA, sendo que muitos dos seus filmes estão relacionados com essas campanhas ou servem de apoio às mesmas. Aparece também em pessoa em grandes eventos de campanha.

Consulte o sítio Web do Napo para explorar todos os filmes do Napo e outros recursos em linha.

Os filmes do Napo

O Napo protagoniza, ao lado dos seus colegas, uma série de filmes sem recurso a palavras, que permitem a pessoas das mais variadas origens, culturas e idades compreender e identificar-se com a personagem. Os filmes abordam uma ampla variedade de temas relacionados com a segurança e saúde, como por exemplo:

Antes de utilizar os filmes do Napo, leia atentamente os direitos e permissões.

Napo no local de trabalho

Estes recursos em linha são concebidos para ajudar as empresas a utilizar os filmes do Napo não só para sensibilizar para as questões relacionadas com a saúde e segurança, como também para promover o debate junto do pessoal interno e do pessoal das respetivas cadeias de abastecimento. São igualmente adequados para utilização em cursos de formação profissional.

A primeira série, intitulada «Entender as lesões musculoesqueléticas», estimula as pessoas e as empresas a refletir sobre as lesões musculoesqueléticas, tais como dores nas costas, problemas nos membros superiores e lesões por esforços repetitivos, em todos os aspetos da vida do trabalhador. Esta reflexão pode ajudar as empresas a desenvolver soluções completas para reduzir o impacto das lesões musculoesqueléticas, contribuindo para que o trabalhador goze uma vida profissional plena, também em benefício das famílias e comunidades.

Napo para os professores

O Napo também ajuda a apresentar as questões da segurança e saúde às crianças do ensino primário. A EU-OSHA concebeu um conjunto de ferramentas em linha de segurança e saúde no trabalho para professores. Fornecem-se recursos didáticos que contêm:

  • As principais mensagens e objetivos educativos
  • Atividades sugeridas e recursos em linha
  • Exemplo de plano de aula de 45 minutos

Após o êxito do programa-piloto, estas lições estão a ser desenvolvidas e disseminadas em toda a Europa.

Prevenção da fraude

Para este fim, a Agência adotou  uma vasta estratégia antifraude que define as responsabilidades das várias partes interessadas.

Este procedimento está em conformidade com o regulamento financeiro da Agência (artigos 30.º e 111.º) e com os requisitos do Roteiro para o acompanhamento da abordagem comum sobre o futuro das agências da UE pelo grupo de trabalho interinstitucional.

Ligações úteis

Prevenção e gestão de conflitos de interesses

A EU-OSHA está empenhada em assegurar a integridade das decisões e informações emitidas pela Agência e promover a responsabilização em relação ao seu trabalho e às suas atividades. Por estes motivos, a gestão e prevenção de conflitos de interesses assumem um papel crucial.

Aquando da nomeação e a cada 4 anos, os membros do Conselho de Administração e da Comissão Executiva apresentam uma declaração de interesses e de ausência de conflito de interesses em conformidade com a política da Agência em matéria de prevenção e gestão de conflitos de interesses. As informações estão disponíveis no sítio Web. As mesmas disposições são aplicáveis a peritos externos.

Paralelamente, e por forma a garantir a transparência, encontram-se também à disposição do público as aceitações de declarações de ausência de conflitos de interesses do diretor executivo e dos altos funcionários.

Ligações úteis

Política da Agência em matéria de gestão de conflitos de interesses.

Aceitação de declarações de ausência de conflitos de interesses dos membros do Conselho de Administração, da Comissão Executiva e dos grupos consultivos

Aceitação de declarações de ausência de conflitos de interesses do diretor executivo e dos altos funcionários

Good Practices for the Management Board members at EU-OSHA

A EU-OSHA possui um ponto focal nacional em cada Estado-Membro, cujas informações podem ser obtidas livremente.

Designados pelos Governos nacionais como representantes oficiais da EU-OSHA a nível nacional, os pontos focais, geralmente a autoridade nacional competente da saúde e segurança no trabalho, são os principais contribuidores para a implementação dos programas de trabalho da EU-OSHA.

Qual é a base jurídica dos pontos focais nacionais?

Regulamento (CE) n.º 2062/94, de 18 de julho de 1994 que institui a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho obriga à criação de um ponto focal nacional, que é a autoridade nacional competente ou uma instituição nacional por esta designada.

O ponto focal nacional é obrigado a ter em conta o ponto de vista dos parceiros sociais a nível nacional, em conformidade com a legislação e/ou práticas nacionais.

Como funcionam os pontos focais nacionais?

Cada ponto focal gere a sua própria rede tripartida integrada por entidades públicas e representantes de organizações sindicais e patronais. A rede nacional reflete a situação no Estado-Membro e não é definida pela EU-OSHA.

Esta rede contribui para o trabalho da EU-OSHA, constituindo, ao mesmo tempo, um mecanismo para a difusão de produtos e informação às partes interessadas nacionais. Além disso, os pontos focais participam ativamente no planeamento e implementação das campanhas da EU-OSHA, e são eles que designam os peritos nacionais que participam nos grupos de trabalho e seminários da Agência.

E quanto aos países terceiros?

A Noruega, a Islândia e o Listenstaine, como países do EEE, possuem igualmente pontos focais nacionais que participam plenamente na rede de pontos focais da EU-OSHA, sendo tratados da mesma forma que os Estados-Membros. A Suíça, como membro da AECL, participa também na rede de pontos focais da EU-OSHA.

A EU-OSHA também tem pontos focais nacionais na região dos Balcãs Ocidentais e na Turquia, graças a um programa financiado pelo Instrumento de assistência de Pré-Adesão (IPA). Atualmente, são beneficiários do IPA os seguintes países: Albânia, Bósnia-Herzegovina, Macedónia do Norte, Kosovo (ao abrigo da Resolução 1244/99 do CSNU), Montenegro, Sérvia e Turquia.

Esta cooperação tem por objetivo preparar estes países para uma futura participação plena na rede da EU-OSHA, bem como contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de prevenção de riscos. As atividades apoiadas são, na sua maioria, relacionadas com o intercâmbio de informações e atividades de sensibilização para a SST em consonância com as Campanhas Locais de trabalho seguros e saudáveis.

A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA) criou o Conjunto de ferramentas para as Campanhas de SST, um sítio Web contendo um guia etapa por etapa, concebido para o planeamento e execução de campanhas eficazes de promoção da SST, independentemente da dimensão da sua organização.

É de fácil utilização e fornece o aconselhamento necessário para iniciar uma campanha.

Como utilizar?

Este conjunto de ferramentas ajuda a planear uma campanha e a tomar decisões sobre:

  • Mensagens
  • Público-alvo
  • Distribuição geográfica
  • Orçamento e outros assuntos

Contudo, não constitui um conjunto de regras estritas a seguir. Pelo contrário, o conjunto de ferramentas apresenta uma série de recomendações para seleção que podem ser adaptadas a cada organização e respetivas circunstâncias.

Ferramentas e exemplos

O conjunto de ferramentas apresenta recursos que ajudarão ao êxito de qualquer campanha, incluindo ferramentas para:

  • Meios de comunicação social
  • Publicidade
  • Eventos

Apresenta dicas e sugestões e dá exemplos da sua utilização no mundo real.

Milhares de empresas e organizações de toda a Europa são convidadas a responder a um questionário com enfoque na:
  • Segurança geral e riscos para a saúde no local de trabalho e na forma como são geridos
  • Riscos psicossociais, nomeadamente o stresse, a intimidação e o assédio
  • Impulsionadores e obstáculos no âmbito da gestão da SST
  • Participação dos trabalhadores em matéria de práticas de segurança e saúde.

Os resultados destas entrevistas são complementados por análises secundárias que envolvem uma série de estudos aprofundados concentrados em tópicos específicos. São aplicadas nestes estudos metodologias de pesquisa quantitativas e qualitativas para ajudar a compreender melhor as principais conclusões do inquérito.

ESENER 2024

ESENER 2019

ESENER 2014

ESENER 2009

Os jovens, sendo novos no local de trabalho, podem não ter experiência e, muitas vezes, maturidade física e psicológica. Poderão não levar suficientemente a sério os riscos que enfrentam. Outros fatores que colocam os jovens em situação de maior risco são, nomeadamente:

  • Competências e formação insuficientes
  • Desconhecimento dos seus direitos e dos deveres do seu empregador
  • Falta de confiança para se fazerem ouvir
  • Não reconhecimento por parte dos empregadores da proteção adicional de que os jovens trabalhadores necessitam

A EU-OSHA produz estatísticas, monitoriza os riscos que os jovens enfrentam e apoia a partilha de boas práticas com vista à sua proteção no local de trabalho.

Direitos e responsabilidades dos empregadores

É da responsabilidade do empregador proteger a segurança e saúde dos trabalhadores, devendo dedicar especial atenção aos jovens trabalhadores. Devem realizar uma avaliação de riscos antes de um jovem iniciar o seu trabalho e aplicar as medidas necessárias à sua proteção.

Os jovens trabalhadores devem receber trabalho apropriado, bem como formação e supervisão adequadas. Os empregadores devem promover uma forte cultura de segurança e envolver os jovens trabalhadores nas questões de segurança. Aplicam-se regras especiais aos jovens com menos de 18 anos de idade.

A Diretiva 94/33/CE estabelece as obrigações legais das entidades patronais. Essas obrigações são estabelecidas na regulamentação própria de cada Estado-Membro. As organizações nacionais de segurança e saúde, bem como os sindicatos, são boas fontes de aconselhamento.

Ler a ficha técnica para os empregadores.

Direitos e responsabilidades dos jovens trabalhadores

Assiste aos jovens o direito a fazer perguntas, manifestar as suas preocupações e recusar tarefas que não sejam seguras.

Paralelamente, têm a responsabilidade de seguir as políticas de SST e cuidar da sua própria segurança e da dos colegas.

Se é um jovem trabalhador e tem um problema, é fundamental que o dê a conhecer a alguém. Converse com o seu chefe, se puder. Se não puder, fale com o seu representante para os assuntos de segurança, com um funcionário responsável pela saúde no trabalho ou com os pais, tutor ou colega de confiança. As organizações nacionais de segurança e saúde, bem como os sindicatos, são boas fontes de aconselhamento.

  • Pergunte no caso de ter dúvidas sobre qualquer assunto
  • Conheça os seus direitos e onde obter ajuda
  • Compreenda os riscos e o que fazer numa situação de emergência
  • Não realize tarefas sem formação — e siga os procedimentos estabelecidos

Ler a ficha técnica para os jovens trabalhadores.

Ajudar os educadores e os pais

Os educadores têm um papel fundamental a desempenhar. Se puderem incutir uma atitude positiva e uma compreensão da prevenção do risco nos jovens desde cedo, estarão a contribuir para os manter em segurança ao longo da vida.

Utilizando o protagonista da série de animação Napo, a EU-OSHA concebeu uma série de ferramentas didáticas para professores sobre segurança e saúde no trabalho (SST), com o objetivo de incluir as questões de segurança e saúde, de uma forma divertida e imaginativa, utilizando os videoclipes e as atividades criativas do Napo.

Os educadores envolvidos na organização de formação profissional ou de estágios devem verificar os acordos em matéria de segurança e saúde com os seus empregadores.

Saiba mais sobre a integração da segurança e saúde na educação.

Os pais podem apoiar os jovens, certificando-se de que compreendam os seus direitos e responsabilidades. Os pais também podem ajudar, conversando com eles sobre o trabalho, os estudos e a sua segurança e saúde.

Ler a ficha técnica para os pais.

Tais diferenças podem afetar os perigos com que se deparam homens e mulheres no trabalho, bem como a forma de os avaliar e controlar. É por este motivo que a EU-OSHA se dedica à investigação sobre questões de SST que as mulheres enfrentam no trabalho, bem como a ações de sensibilização neste domínio.

Diferenças que podem afetar a SST

Existem diferenças que afetam os riscos com que se deparam homens e mulheres. Mulheres:

  • Trabalho em setores específicos e tipos específicos de trabalho
  • Equilíbrio entre duas responsabilidade, no trabalho e em casa
  • Sub-representarão nos lugares de supervisão e de gestão
  • Diferenças físicas face aos homens, embora se observe muitas vezes uma maior variação entre mulheres do que entre homens e mulheres, por exemplo, no que respeita à força física.
  • Trabalhos muitas vezes considerados, erroneamente, seguros e fáceis

Muitas vezes, essas diferenças não são reconhecidos nas práticas de segurança e saúde. Além do mais, o volume de trabalho e os riscos relacionados com o stresse para as mulheres no local de trabalho são frequentemente subestimados. A EU-OSHA pretende chamar a atenção para essas diferenças e contribuir para melhorar a SST nos aspetos que mais afetam as mulheres.

O que as entidades patronais podem fazer

Uma abordagem sensível ao género no domínio da SST implica reconhecer e ter em conta as diferenças entre os trabalhadores masculinos e femininos.

As entidades patronais podem:

  • Ter como objetivo tornar o trabalho mais seguro e mais fácil para todos
  • Incluir as questões de género na avaliação de riscos
  • Ter em conta o trabalho em concreto e evitar identificar, com base em meras conjeturas, os que estão em situação de risco e porquê
  • Admitir flexibilidade no horário de trabalho
  • Envolver as mulheres na tomada de decisões relativas à SST

Esta abordagem beneficia todos os funcionários, não apenas as mulheres.

Ler as fichas técnicas da EU-OSHA destinadas às entidades patronais sobre questões de género e avaliação de riscos.

O papel da EU-OSHA

O objetivo principal é contribuir para garantir que as questões relacionadas com o género são consideradas na definição de políticas e nas decisões tomadas no local de trabalho e ao nível da UE. A EU-OSHA dedica-se ativamente à investigação sobre os riscos e as tendências relacionados com as questões de género, o que inclui investigações centradas em setores laborais habitualmente ocupados por mulheres, como as limpezas, e nos riscos a que as mulheres estão especialmente expostas. Também integramos — ou incorporamos — as questões de género noutras áreas de investigação.

Disponibilizamos ferramentas e aconselhamento suscetíveis de ajudar as entidades patronais a identificar e implementar uma avaliação de riscos sensível às questões de género.

Ver também a investigação da EU-OSHA sobre novos riscos e tendências em matéria de segurança e saúde das mulheres no trabalho e consultar guias de boas práticas e ferramentas para as avaliações de riscos.

As LME relacionadas com o trabalho afetam sobretudo as costas, o pescoço, os ombros e os membros superiores, mas podem também afetar os membros inferiores. Abrangem todos os danos ou perturbações das articulações ou de outros tecidos. Os problemas de saúde variam entre dores ligeiras a situações clínicas mais graves, que exigem dispensa do trabalho ou tratamento médico. Em casos mais crónicos, podem mesmo levar à incapacidade e à necessidade de deixar de trabalhar.

Causas das LME

A maioria das LME relacionadas com o trabalho desenvolvem-se ao longo do tempo. Normalmente, não existe uma causa única para estas lesões; elas resultam frequentemente da combinação de vários fatores de risco, incluindo fatores físicos e biomecânicos, fatores organizacionais e psicossociais, bem como fatores individuais.

Os fatores de risco físicos e biomecânicos podem incluir:

  • Movimentação de cargas, especialmente quando isso induz a movimentos de torção e de flexão
  • Movimentos repetitivos ou com esforço
  • Posturas incorretas e estáticas
  • Ambientes com má iluminação ou temperaturas baixas e exposição a vibrações
  • Trabalho em ritmo acelerado
  • Estar de pé ou sentado, na mesma posição, muito tempo

Os fatores de risco organizacionais e psicossociais podem incluir:

  • Elevadas exigências de trabalho e pouca autonomia
  • Ausência de pausas ou de oportunidades para mudar de postura de trabalho
  • Trabalhar a um ritmo acelerado, incluindo como consequência da introdução de novas tecnologias
  • Longas horas de trabalho ou turnos
  • Intimidação, assédio e discriminação no local de trabalho
  • Pouca satisfação no trabalho

Em geral, todos os fatores psicossociais e organizacionais (especialmente quando combinados com riscos físicos) que podem levar a stress, fadiga, ansiedade ou outras reações que, por sua vez, aumentam o risco de LME.

Os fatores de risco individuais podem incluir:

  • Historial médico
  • Capacidade física
  • Estilo de vida e hábitos (por exemplo tabagismo, falta de exercício físico)

Avaliação dos riscos

Não existe uma solução única, sendo que, ocasionalmente, será necessário procurar o aconselhamento de especialistas para problemas menos comuns ou graves. Contudo, muitas soluções são simples e de baixo custo, como por exemplo, a possibilidade de disponibilizar um carrinho para auxiliar no manuseamento de mercadorias ou alterar a posição de artigos na secretária.

Para combater as LME, as entidades patronais devem recorrer a uma conjugação de:

  • Avaliação de riscos: adotar uma abordagem holística, avaliar e abordar todas as causas possíveis (ver acima) É igualmente importante ter em conta os trabalhadores que possam estar expostos a um maior risco de sofrer de LME. A prioridade é eliminar os riscos, mas também adaptar o trabalho aos trabalhadores.
  • Participação dos trabalhadores: incluir trabalhadores e respetivos representantes na discussão sobre possíveis problemas e soluções.

Saiba mais sobre prevenir as LME relacionadas com o trabalho.

Plano de ação de prevenção

Após a conclusão da avaliação de riscos, deve ser elaborada uma lista de medidas por ordem de prioridade, e de trabalhadores e respetivos representantes envolvidos na sua implementação. As ações devem centrar-se na prevenção primária, mas também em medidas destinadas a minimizar a gravidade de eventuais lesões. É importante assegurar que todos os trabalhadores recebam informação, educação e formação adequadas em matéria de saúde e segurança no local de trabalho e saibam como evitar perigos e riscos específicos.

As medidas podem abranger os seguintes domínios:

  • Disposição do local de trabalho: adaptar a disposição para melhorar as posturas adotadas no trabalho
  • Equipamento: garantir que são ergonomicamente concebidos e adequados para as funções em causa
  • Tarefas: alterar os métodos ou ferramentas de trabalho
  • Gestão: planear o trabalho por forma a evitar o trabalho repetitivo ou prolongado em posturas incorretas. Planear pausas para descanso, prever a rotação de tarefas ou reatribuir trabalho
  • Fatores organizacionais: desenvolver uma política de LME para melhorar a organização do trabalho e o ambiente psicossocial no local de trabalho e promover a saúde músculo-esquelética

As ações de prevenção devem também ter em conta as mudanças tecnológicas nos equipamentos e a digitalização dos processos de trabalho, bem como as mudanças relacionadas com as formas de organização do trabalho.

A vigilância da saúde, a promoção da saúde e a reabilitação e reinserção dos trabalhadores que já sofrem de lesões musculosqueléticas são elementos que precisam igualmente de ser considerados numa abordagem de gestão destas lesões.

Investigação sobre LME relacionadas com o trabalho

A EU-OSHA levou a cabo um projeto geral plurianual de SST sobre LME relacionadas com o trabalho. O objetivo consistiu em investigar as questões associadas às LME relacionadas com o trabalho, melhorar o nosso entendimento deste tema e identificar formas eficazes de lidar com as LME relacionadas com o trabalho. O projeto analisou igualmente as políticas e medidas aplicadas no local de trabalho para ajudar a evitar LME relacionadas com o trabalho e gerir as LME crónicas, nomeadamente o apoio ao regresso dos trabalhadores ao trabalho e à sua reabilitação. O projeto geral de SST aborda as necessidades sentidas por decisores políticos e investigadores e complementa a Campanha Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis 2020-2022.

Legislação europeia

As diretivas europeias, as estratégias de segurança e saúde no trabalho da UE, os regulamentos dos Estados-Membros e as orientações de boas práticas já reconhecem a importância da prevenção das LME.

Os riscos de LME relacionadas com o trabalho enquadram-se no âmbito da Diretiva-Quadro relativa à SST, que visa proteger os trabalhadores contra riscos relacionados com o trabalho em geral e estabelece a responsabilidade do empregador de assegurar a saúde e segurança no trabalho. Alguns dos riscos associados às LME são abordados por diretivas específicas, designadamente a Diretiva relativa à movimentação manual de cargas, a Diretiva relativa ao trabalho com equipamentos dotados de visor e a Dretiva relativa às vibrações. A Diretiva relativa à utilização de equipamentos de trabalho aborda as posturas adotadas pelos trabalhadores quando usam equipamento de trabalho e evidencia que os empregadores têm de ter em consideração os princípios ergonómicos para cumprirem os requisitos mínimos de SST.

A EU-OSHA monitoriza a incidência, as causas e a prevenção das LME. A EU-OSHA também apoia o intercâmbio de boas práticas.

A segurança e saúde no trabalho (SST) é muitas vezes mal gerida nas MPE, o que deixa os trabalhadores em maior risco de sofrerem doenças e acidentes de trabalho. Esta questão constitui uma prioridade das estratégias nacionais de SST, do Quadro estratégico da Comissão Europeia e no contexto do Pilar Europeu dos Direitos Sociais.

O vasto projeto da EU-OSHA «Melhorar a SST nas micro e pequenas empresas» (2014-2018) tem por objetivo identificar os fatores de sucesso essenciais em termos de políticas, estratégias e soluções práticas para melhorar a SST nas MPE na Europa.

O que dizem os estudos sobre a SST nas MPE?

A primeira fase do projeto revelou a magnitude dos desafios que se colocam às MPE em toda a Europa em termos de SST e alguns dos fatores que contribuem para uma má gestão da SST nessas empresas. A síntese bibliográfica Contextos e disposições em matéria de segurança e saúde no trabalho nas micro e pequenas empresas na UE aponta para uma «falta de recursos generalizada e multifacetada» que leva um número significativo de MPE a optarem por estratégias empresariais de redução de custos. As principais características dessas empresas são uma posição económica débil; preocupações de sobrevivência económica; falta de investimento em SST; conhecimentos, consciencialização e competência limitados por parte dos proprietários-gestores; e atitudes e prioridades que não favorecem a SST.

A perspetiva do local de trabalho

As atitudes e práticas das MPE em matéria de SST foram objeto de 360 entrevistas aprofundadas a trabalhadores e proprietários-gestores. Algumas das atitudes observadas com maior frequência incluem uma abordagem fortemente reticente à SST; a perceção de que o «senso comum» é suficiente como medida de SST; e a ideia de que os riscos «fazem parte do trabalho». No entanto, também se detetaram exemplos de boas práticas.

Ler o relatório Segurança e saúde nas micro e pequenas empresas na UE: a perspetiva do local de trabalho.

Existem boas práticas que podem ser aproveitadas?

Existem inúmeros exemplos em toda a Europa de políticas, estratégias e instrumentos de sucesso em matéria de SST nas MPE. Em Segurança e saúde nas micro e pequenas empresas na UE: da política à prática — descrição de bons exemplos, são descritas ao pormenor mais de 40 dessas intervenções.

Os bons exemplos foram explorados mais aprofundadamente no sentido de determinar «o que funciona, para quem e em que circunstâncias», incluindo o seu imenso potencial de impacto positivo e a sua aplicabilidade a outros ambientes.

Leia o relatório Das políticas à prática: políticas, estratégias, programas e ações que apoiam a SST nas micro e pequenas empresas, que também aborda as experiências de intermediários de SST que trabalham com MPE.

Como assegurar que as políticas e intervenções em matéria de SST incluem as MPE?

Foi realizada uma análise dos resultados gerais do projeto com vista a formular recomendações baseadas em evidências para a criação de programas políticos e intervenções mais eficazes de melhoria da SST nas MPE. Segurança e saúde nas micro e pequenas empresas na UE: Relatório final do projeto trienal SESAME destaca como fatores importantes:

  • a participação de todos os principais agentes reguladores;
  • o reforço das inspeções regulamentares;
  • a oferta de soluções sustentáveis, de aplicação fácil e aplicáveis a diversos ambientes;
  • a melhor integração da SST nos sistemas de ensino específicos por sector;
  • a participação dos sindicatos e das organizações patronais na definição de políticas que incluam as MPE;
  • melhores disposições de cadeia de abastecimento.

EU-OSHA ajuda as MPE a avaliarem os riscos no local de trabalho

A correta avaliação de riscos é fundamental para locais de trabalho saudáveis. No entanto, a realização de avaliações de riscos pode constituir um desafio, sobretudo para as MPE, que podem não dispor de recursos ou de conhecimentos para realizar essas avaliações de forma eficaz.

A plataforma Instrumento interativo em linha de avaliação de risco (OiRA) visa responder a este desafio. A OiRA é a primeira iniciativa ao nível da UE destinada a encorajar as MPE (principalmente através dos Estados-Membros e dos parceiros sociais ao nível da UE e dos Estados-Membros) a avaliarem os riscos.

Para obter mais informações sobre a avaliação de riscos no trabalho nas MPE, consulte este artigo OSHwiki relacionado.

Implementamos a nossa visão ao:

  • Fornecer dados e conhecimentos sobre os riscos atuais, novos e emergentes no que diz respeito ao seu impacto na segurança e saúde e à sua prevenção, a fim de apoiar a elaboração de políticas e a investigação.
  • Promover e facilitar o desenvolvimento de ferramentas e recursos para capacitar as redes e parceiros da Agência no sentido de melhorar a prevenção dos riscos de segurança e saúde no trabalho no local de trabalho.
  • Promover ações de sensibilização e de ligação em rede para que a Agência e as suas partes interessadas possam fomentar uma cultura positiva de prevenção de riscos no trabalho.

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